OKARA
Encontro com a Cultura dos Povos Indígenas
Idealização – ITC Comitê Intertribal – Memória e Ciência Indígena
Realização - SESC SP - Interlagos
Apresentação
O projeto que ora apresentamos surgiu a partir da proposta encaminhada para o SESC São Paulo pelo ITC (Comitê Inter-tribal Memória e Ciência Indígena), intitulado FESTIVAL DAS TRADIÇÕES INDÍGENAS – BRASIL INDÍGENA: QUAL O PEDAÇO DE ÍNDIO EM VOCÊ? Idealizado por Carlos e Marcos Terena, líderes indígenas deste mesmo comitê.
A partir de reflexões oriundas das experiências e valores do SESC neste tipo de evento, propomos a realização do evento OKARA: ENCONTRO COM A CULTURA DOS POVOS INDÍGENAS no SESC Interlagos.
A cultura indígena como voz ancestral terá fundamental importância na revisão dos nossos modelos de desenvolvimento e relação com a Terra, e a sociedade moderna deveria silenciar por um momento para ouvi-la, destituindo-se das prerrogativas com as quais se vestiu: a de ser portadora de um mundo de mais felicidade e justiça.
OBJETIVO GERAL:
Produzir momentos de encontro entre diferentes culturas, sobre a maneira de se relacionar com a Natureza, num recorte específico de aprendizagem.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
• Promover o pensamento e a cultura indígena;
• Divulgar a riqueza de ideais, os saberes e as belezas das culturas tradicionais;
• Proporcionar momentos de trocas de saberes entre indígenas e não-indígenas;
• Estimular a busca pela re-ligação do ser humano com a natureza.
LOCAL E DATA DE REALIZAÇÃO:
SESC Interlagos, de 18 a 22 de novembro de 2009. Quarta a domingo.
Das 10h00 às 18h00.
PARTICIPANTES:
40 Kalapalo– Terra Indígena do Xingu - Aldeia Aiha - Alto Xingu – MT, falantes da lingua Karib
40 Terena da Aldeia Bananal-ipegue, município de Aquidauana- MS falantes do tronco lingüístico Aruak
40 Karajá da Aldeia Santa Isabel –Terra Indígena Karajá - São Felix do Araguaia/TO falantes da lingua Karajá /tronco Macro-Jê
40 Xavante – de Campinápolis – MT – falantes do tronco lingüístico Jê
40 Guarani Mbyá – Aldeia Tenonde Porã de Parelheiros SP Falantes da familia linguística Tupi Guarani
INFRAESTRUTURA
O EVENTO SERÁ COMPOSTO PELOS SEGUINTES NÚCLEOS:
ALDEIA MULTIÉTNICA
OKARA*: arena e casa de rituais
ARTESANATO: local para exposição e venda
EXPOSIÇÃO: A cultura alto xinguana
*OKARA: “ponto de encontro da comunidade, praça central da aldeia” - língua guarani
PROGRAMAÇÃO – ATIVIDADES
ENCONTRO DOS ANCESTRAIS
Construção de uma grande Casa de Rituais que abrigará as cerimônias tradicionais de cada etnia.
Local: Campo de areia
De 18 a 22/11, das 10h às 12h e das 13h30 às 17h
OKARA
No terreiro que cerca Casa de Rituais, será possível participar de cerimônias, jogos, cantigas, danças e brincadeiras oriundas das culturas das etnias convidadas para o evento.
Kihoxithi Kipae - Dança dos Homens, Xiputerenoe - Dança das mulheres, Ohocoti – Pajelança, Corrida de Troncos masculina e feminina, Arremesso de Lança, Cabo de Guerra, Dança Kwarìp, Dança Tsinhinhi- Festa do Macaco, Dança Tauaranauá - Festa do Peixe, Dança Yamurikumalu – Festa das Mulheres, Hagaka – Jawari, Uruá – Taquara, Ikindene - Luta Huka Huka, Agú Kaká - Brincadeira do Tronco, Katuga Íkugu - Bola de Mangaba, Corrida de Troncos – Kwarìp, Dança Orsa, Dança do Uobesé, Dança Uerron, Idiésu – Luta, Orsã Dehü - Guerra de Fogo, Uehü Dehü, Wananitobe -Dança Festa da Juventude, Daschiwaena - Dança Espiritual para pedir Cura, Daschiwaeõ - Dança para dar Nome ás Moças, Daschiwamahüre – Luta, Viwede, Arco e Flecha, Cerimônia do Fogo.
Local: Terreiro da Casa de Rituais ¬ - Campo de Areia
De 18 a 22/11, das 10h às 12h e das 13h30 às 17h.
ENCONTRO ARTE NATUREZA
Mostra e venda de arte e artesanato indígena, produzidas e inspiradas em elementos naturais com explicação de cada etnia.
Local: Recanto Infantil
De 18 a 22/11, das 10h às 17h.
A VIDA NA ALDEIA MULTI-ÉTNICA
Espaço e tempo para convivência
Produção de alimentos e artesanato.
Ensaio de jogos, músicas, cantos e danças.
Treinos de esportes tradicionais. Pinturas corporais.
Conversas e passeios.
Cozinha: mandioca cozida, batata doce cozida e assada, milho verde (como pamonha), amendoim, palmito assado com mel, tucunaré fresco moqueado no jirau, beiju, pequi cozido, mel, peixe assado no jirau, Ãrutchú - Beiju de milho verde, abóbora, carneiro e javali assados no jirau, bolo de milho verde (tipo pamonha), bebida doce de babaçú e mel
Artesanato : colares de placas de caramujo e outros, redes e esteiras, arcos e flechas, cestaria - cestas uarabahú, plumária – cocar, braçadeiras e outras peças, olaria – confecção de panelas e bonecas de barro, saia ijoró auná te uetana (saia talo de raposa), artesanato de barro.
Comportamento: pintura corporal, treino de lutas, brincadeiras
De 18 a 22/11, das 10h às 12h e das 13h30 às 17h
ENCONTRO TEMÁTICO
O QUE EU VEJO EM VOCÊ?
O QUE VOCÊ VÊ EM MIM?
9h30 às 11h: Mesa de Debate
Tema: O que eu vejo em você? O que você vê em mim? – sociedades indígenas e reconhecimento
Linhas diretivas:
- etnologia indígena
- cultura indígena, reconhecimento e respeito
- Estatuto dos Povos Indígenas
- cidadania diferenciada / integração baseada na diferença (e não na dominação)
- multiplicidade da identidade brasileira
- cultura da convivência do diverso / como viver junto para uma cultura da paz
Mediador indígena:
Marcos Terena
Líder Indígena Terena, Piloto de Aeronaves, Comunicador e Escritor Indígena, Articulador dos Direitos Indígenas na ONU. É membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz e da Cátedra Indígena Internacional.
Palestrantes:
João Pacheco de Oliveira Filho (Museu Nacional – UFRJ)
Possui graduação em Bacharelado em Ciências Políticas e Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1972) , mestrado em Antropologia pela Universidade de Brasília (1977) e doutorado em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1986) . Atualmente é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Sylvia Cayubi Novaes -Doutora em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (1990) e livre docência na Universidade de São Paulo (2006). Pós doutorado na University of Manchester (Inglaterra) e na University of Saint Andrews (Escócia).
Arlete Pinheiro Schubert - Licenciada e bacharel em História; tem Pós -graduação em Educação Religiosa, com ênfase no estudo dos mitos como construtores de mundos; Pós- graduaçõ em Filosofia da Religião, com ênfase nos saberes ameríndios como potência provocadora de nossa sociedade;
- Conselheira do COMIN (1995 a 2001)
- participou da equipe CIMI, no ES (2003)
- Asssessora da Comissão de Caciques Tupinikim e Guarani-Es (2003 a2007)
14h às 16h: Fórum Indígena
Troca de saberes e discussão sobre questões indígenas – Participam lideranças tribais. Aberto ao público.
Mediação: Severiá Idiorié
Pertence ao povo Karajá, Mato Grosso. Educadora, graduada em Letras pela Universidade Católica de Goiás-UCG, desenvolve projeto de educação escolar na aldeia Xavante Wederã, Mato Grosso.
Participantes:
Marcos Terena – Líder Indígena Terena, Piloto de Aeronaves, Comunicador e Escritor Indígena, Articulador dos Direitos Indígenas na ONU. É membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz e da Cátedra Indígena Internacional.
Lisio Lili - Vice Presidente do ITC – Comitê Intertribal , Memória e Ciência Indígena.
Timóteo Verá Popygua – Cacique da Aldeia Guarani Mbyã ,Tenonde Porã. Coordenador Geral da Articulação dos Povos Indígenas do Sudeste – ARPIN - SUDESTE
Giovana Acacia Tempesta
Graduada em Ciências Sociais (2001) e mestrado em Antropologia Social (2004) na Universidade Estadual de Campinas e doutorado em Antropologia Social na UnB (2009).
Local: Teatro
19/11 14h as 16h
-Mostra Cineastas Indígenas
Curtas e médias-metragens produzidos por cineastas indígenas no contexto do projeto Vídeo nas Aldeias. Filmes das etnias Xavante, Hunikui, Kuikuro, Panará e Ashaninka. Confira a grade de exibição. Dias 18/11, quarta, às 11h e às 13h30. Dia 19/11, quinta, às 11h30. Dias 20 e 21/11, sexta e sábado, às 13h. Dia 22/11, domingo, às 14h. Teatro SESC Interlagos. Grátis.
XAVANTE (1a sessão)
Dia 18/11, quarta, das 11h às 13h.
Wapté Mnhõnõ, Iniciação do Jovem Xavante
1999 / 56min. / Xavante
Documentário sobre a iniciação dos jovens Xavante, realizado durante as oficinas de capacitação do projeto Vídeo nas Aldeias*.
Wai’á Rini, O poder do sonho
2001 / 48min. / Xavante
A festa do Wai’á, dentro do longo ciclo de cerimônias de iniciação do povo Xavante, é aquela que introduz o jovem na vida espiritual, no contato com as forças sobrenaturais.
XAVANTE (2a sessão)
Dia 18/11, quarta, das 13h30 às 15h.
TSÕ’REHIPÃRI, Sangradouro
2009 / 28min. / Xavante
Em 1957, depois de séculos de resistência e de fuga, um grupo Xavante se refugiou na missão Salesiana de Sangradouro, Mato Grosso. Hoje rodeados de soja, com a terra e os recursos depauperados, eles mostram neste filme suas preocupações atuais em meio a todas as mudanças que vêm vivenciando.
PI’ÕNHITSI, Mulheres Xavante sem Nome
2009 / 56min. / Xavante
Desde 2002, Divino Tserewahú tenta produzir um filme sobre o ritual de iniciação feminino, que já não se pratica em nenhuma outra aldeia Xavante, mas desde o começo das filmagens todas as tentativas foram interrompidas.
KUIKURO
Dia 19, quinta, das 11h30 às 13h10.
Nguné Elü, O dia em que a lua menstruou
2004 / 28min. / Kuikuro
Durante uma oficina de vídeo na aldeia kuikuro, no Alto Xingu, ocorre um eclipse. De repente, tudo muda. Os animais se transformam.
Imbé Gikegü, Cheiro de pequi
2006 / 36min. / Kuikuro
É tempo de festa e alegria no Alto Xingu. A estação seca está chegando ao fim. O cheiro de chão molhado mistura-se ao doce perfume de pequi.
KUHI IKUGÜ, Os Kuikuro se apresentam
2007 / 7min. / Kuikuro
Os Kuikuro apresentam sua história, desde seus antepassados, passando pelos conflitos com os brancos, até as mudanças de suas vidas no mundo contemporâneo.
Kahehijü Ügühütu, O manejo da câmera
2007 / 17min. / Kuikuro
O cacique Afukaká, dos índios Kuikuro no Alto Xingu, conta a sua preocupação com as mudanças culturais da sua aldeia e seu plano de registro das tradições do seu povo, e os jovens cineastas indígenas narram a sua experiência neste trabalho.
HUNIKUI
Dia 20, sexta, das 13h às 15h10
Xinã Bena, Novos tempos
2006 / 52min. / Hunikui (Kaxinawá)
Dia-a-dia da aldeia Hunikui de São Joaquim, no rio Jordão no estado do Acre.
Huni Meka, Os Cantos do Cipó
2006 / 25min. / Hunikui (Kaxinawá)
Uma conversa sobre cipó (aiauasca), “miração” e cantos.
Já me transformei em imagem
2008 / 32min. / Hunikui (Kaxinawá)
Comentários sobre a história de um povo, feito pelos realizadores dos filmes e por seus personagens.
Filmando Manã Bai
2008 / 18min. / Hunikui (Kaxinawá)
Em 2007, o cineasta Zezinho Yube decide filmar a história de seu pai, o professor e pesquisador Huni kui Joaquim Maná.
ASHANINKA
Dia 21/11, sábado, às 13h.
A gente luta mas come fruta
2006 / 40min. / Ashaninka
O manejo agroflorestal realizado pelos Ashaninka da aldeia APIWTXA no rio Amônia, Acre.
Caminho para a Vida, Aprendizes do Futuro, Floresta Viva
2004/26min./Ashaninka
Os três filmes relatam o manejo agroflorestal realizado pelos Ashaninka na sua comunidade no rio Amônia, Acre.
PANARÁ
Dia 22/11, domingo, das 14h às 16h. Teatro SESC Interlagos.
Kiarãsâ Yõ Sâty, O amendoim da cutia
2005 / 51min. / Panará
O cotidiano da aldeia Panará na colheita do amendoim, apresentado por um jovem professor, uma mulher pajé e o chefe da aldeia.
Prîara Jõ, Depois do ovo, a guerra
2008 / 15min. / Panará
As crianças Panará apresentam seu universo em dia de brincadeira na aldeia. O tempo da guerra acabou, mas ainda continua vivo no imaginário das crianças.
De volta à terra boa
2008 / 21min. / Panará
Homens e mulheres Panará narram a trajetória de desterro e reencontro de seu povo com seu território original, desde o primeiro contato com o homem branco, em 1973, passando pelo exílio no Parque do Xingu, até a luta e reconquista da posse de suas terras.
Para os nossos netos
2008 / 10min. / Panará
Personagens e realizadores Panará traçam comentários sobre o processo de criação dos filmes O Amendoim da Cutia e Depois do Ovo, a Guerra e o uso do vídeo em sua comunidade.
- Curtas Vídeo nas Aldeias na Internet
Exibição de curtas disponíveis na Internet produzidos por cineastas indígenas de diversas etnias no contexto do projeto Vídeo nas Aldeias.
De 18 a 22/11, quarta a domingo, das 10h30 às 17h, exceto no horário de cursos e oficinas. Internet Livre
- Roda de Debate: Perspectivas indígenas e não-indígenas sobre as tecnologias audiovisuais
Com falas de pesquisadores e realizadores indígenas e não-indígenas. Debate aberto ao público indígena e não indígena, com participação do professor Laymert Garcia dos Santos, os cineastas Vincent Carelli, Zezinho Yube e Caimi Waiassé Xavante e outros pesquisadores que trabalham com o tema. Dia 22/11, domingo, às 11h30. Casa de rituais. Grátis.
- Oficina de videoblog
Aprenda a criar blogs e publicar vídeos e fotos na Internet, a partir de registros captados no encontro Okara.
Dias 18, 21 e 22/11, quarta, sábado e domingo, das 14h às 16h. Inscrições na Internet Livre. Grátis.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Programação Paralela
SEU JOGO, MEU JOGO
Demonstrações de rituais esportivos de várias etnias e atividades realizadas por técnicos do SESC.
Local: Campo de futebol e pista de atletismo
- Vivência de Arco e Flecha
A modalidade Arco e Flecha, prática de utilizar um arco e flechas para atingir um alvo, teve origem na pré-história e até os dias de hoje é praticada tanto pelos povos indígenas como não indígenas.
Com a Federação Paulista de Arco e Flecha
Data: 21/11 (sábado)
Horário: 14h
Local: Campo de Futebol Oficial
- Jogo Exibição “Equipe Master Corinthians”
O SESC Interlagos reunirá os craques do futebol master do Corinthians para um jogo exibição, no qual o público poderá relembrar as grandes conquistas desta equipe.
Após a apresentação da equipe master teremos uma apresentação do Jogo de Futebol das Povos Indígenas.
Data: 22/11
Horário: 10h
Local: Campo de Futebol Oficial
- Etapa Okara - Tênis
Utilizando o jogo de origem britânica e bastante popular no Brasil nos últimos anos, o SESC Interlagos realiza o torneio mensal de tênis onde o objetivo será a integração e troca de experiências entre os participantes. Acima de 16 anos. Gratuito. 16 vagas.
Data: 15/11– acima de 16 anos. Gratuito
Local: Quadras de tênis
Horário: 9h00
- Etapa Okara - Futebol Soçaite
O SESC Interlagos realiza o torneio de futebol soçaite, promovendo a integração e participação de equipes formadas por trabalhadores do comércio e serviços, e os frequentadores da Recreação Orientada e equipes inscritas. Acima de 16 anos. Gratuito. 16 vagas.
Data: 15/11– acima de 16 anos. Gratuito
Local: Campo Sintético
Horário: 9h00
DOIS PONTOS DE VISTA
Mostra de produção cultural produzida por indígenas e não indígenas: teatro, literatura,
dança, gastronomia.
- Dança dos Povos
A dança é uma expressão artística presente em todos os povos e em todas as culturas, desde a existência do ser humano. Através da dança demonstramos, com o corpo, aquilo que as palavras não podem nos dizer.
Nesta atividade convidamos o público para participar de uma vivência na qual haverá uma troca de experiência e aprendizado entre os povos.
(Vivência convidando o grupo de Dança Intergeracional – apresentação de danças circulares)
Data: 21/11, sábado
Horário: 11h30
Local: Praça Pau Brasil
- Alimentação, Raízes brasileiras
Muito antes dos portugueses chegarem, os índios já temperavam a história da culinária brasileira com seus ingredientes e costumes. Descubra as influências indígenas que fazem parte da cultura alimentar da Terra Brasilis. Uma das contribuições indígena na culinária brasileira e a valorização do uso de raízes, a oficina trará a receita “Ri-ri”, espécie de pamonha de mandioca, envolta em folha de bananeira.
Data: 21 de novembro - Sábado
Horário: 11 às 12h30
Local: Varanda da Ludoteca
Valor: gratuito
Idade: a partir de 14 anos
Vagas Limitadas: 40 vagas
Inscrições: na central de atendimento
- Teatro, Histórias de Amar – Imaherô e outros contos
Quatro narrativas de amor, duas da cultura ocidental e duas da cultura indígena, que apresentam como o amor foi tratado por várias culturas. Livre.
Com Salamandra Teatro e Cia.
Data: 22,domingo
Horário:15h
Local: Ludoteca
- Contação, Lendas Brasileiras
As lendas brasileiras de origem indígena, inigualáveis pela sua simplicidade poética.e pela poesia profundamente humana. O nosso folclore tem um sabor único, exclusivo, pronto para ser saboreado pelo paladar sedento de adultos e crianças cheios de imaginação. Com Cia Prosa dos Ventos.Livre.
Data: 21, sábado
Horário: 15h
Local: Ludoteca
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Programação dia a dia
Segunda feira dia 16/11
Chegada e alojamento dos grupos indígenas convidados, visita aos espaços, reunião técnica.
Terça feira dia 17/11
Reuniões técnicas, ensaios, testes e organização de materiais.
Programação política na rua e aquecimento da imprensa:
Cerimônia da Água no Rio Tietê 11h às 13h no Parque Ecológico do Tietê
Quarta feira 18/11
Visita de escolares Manhã e Tarde
Abertura da exposição 19h – somente convidados
Cerimônia do Fogo Sagrado 20h30
Quinta feira dia 19/11
Debate 9h30 - O que eu vejo em você? O que você vê em mim? – sociedades indígenas e reconhecimento
Fórum: 14h - Troca de saberes e questões indígenas – Participam lideranças tribais
Atividades com visitação de grupos escolares, manhã e tarde (200 crianças por hora) 800 crianças/dia
Sexta feira dia 20/11
Atividades com visitação de público geral
Sábado dia 21/11
Atividades com visitação de público geral
Domingo dia 22/11
Atividades com visitação de público geral
Encerramento do evento
Segunda feira dia 23/11
Passeio e compras na cidade com guias de turismo, assistentes de produção e attachês.
Terça Feira dia 24/11
Retorno as aldeias
POVOS CONVIDADOS:
GUARANI MBYA
Foi um dos primeiros povos indígenas a ter contato com os portugueses, resistindo a qualquer imposição em sua cultura. Habitam o Sudoeste do Paraná, Sudeste de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul somando mais de 40.000 Guarani no Brasil. Vivem também no Paraguai e Argentina.
Do Tronco lingüístico Tupi, Tupi-Guarani. São divididos em três sub-grupos: Mbya, Kayowá e Ñandewa
Os Mbya identificam seus “iguais”, no passado, pela lembrança do uso comum do mesmo tipo de tambeao (veste de algodão que os antigos teciam), de hábitos alimentares e expressões lingüísticas. Reconhecem-se coletivamente como Ñandeva ekuéry (“todos os que somos nós”). A despeito dos diversos tipos de pressões e interferências que os Guarani vêm sofrendo no decorrer de séculos e da grande dispersão de suas aldeias, os Mbya se reconhecem plenamente enquanto grupo diferenciado. Dessa forma, apesar da ocorrência de casamentos entre os subgrupos Guarani, os Mbya mantêm uma unidade religiosa e lingüística bem determinada, que lhes permite reconhecer seus iguais mesmo vivendo em aldeias separadas por grandes distâncias geográficas e envolvidos por distintas sociedades nacionais.
Maria Inês Ladeira
Antropóloga - CTI (Centro de Trabalho Indigenista) http://pib.socioambiental.org
KARAJÁ
Habitantes seculares das margens do rio Araguaia nos estados de Goiás, Tocantins e Mato Grosso, os Karajá têm uma longa convivência com a Sociedade Nacional. O contato com a população branca se intensificou nos séculos XVI e XVII com a exploração de ouro e a expansão pecuária na região, ocasionando perdas físicas e culturais, o que, no entanto, não os impediu de manter costumes tradicionais do grupo como: a língua nativa (Macro-Jê), as bonecas de cerâmica, as pescarias familiares, os rituais como a Festa de Aruanã e da Casa Grande (Hetohoky), os enfeites plumários, a cestaria e artesanato em madeira e as pinturas corporais, como os característicos dois círculos na face. Ao mesmo tempo, buscam a convivência temporária nas cidades para adquirir meios de reivindicar seus direitos territoriais, o acesso à saúde, educação bilingüe, entre outros.
A aldeia é a unidade básica de organização social e política. O poder de decisão é exercido por membros masculinos das famílias extensas, que discutem suas posições na Casa de Aruanã. Os Karajá têm ainda uma intrigante chefia que, no passado, parece ter tido duas funções: a ritual e a social. Uma criança, do sexo masculino ou feminino, era escolhida pelo chefe ritual, dentre aquelas a ele ligadas por linha paterna, para ser educada como sua sucessora.
As divergências políticas entre aldeias são também comuns, mas a manutenção de uma solidariedade entre elas, motivada pela reivindicação de demarcação das terras, desocupação dos posseiros e fazendeiros da Ilha do Bananal, é reforçada pelos rituais que incentivam e celebram o encontro entre as aldeias.
Manuel Ferreira Lima Filho
Universidade Católica de Goiás – http://pib.socioambiental.org
TERENA
O Mato Grosso do Sul abriga uma das maiores populações indígenas do país. Os Terena, por contarem com uma população bastante numerosa e manterem um contato intenso com a população regional, são o povo indígena cuja presença no estado se revela de forma mais explícita, seja através das mulheres vendedoras nas ruas de Campo Grande ou das legiões de cortadores de cana-de-açúcar que periodicamente se deslocam às destilarias para changa, o trabalho temporário nas fazendas e usinas de açúcar e álcool. Essa intensa participação no cotidiano sul-matogrossense favorece a atribuição aos Terena de estereótipos tais como “aculturados” e “índios urbanos”. Tais declarações servem para mascarar a resistência de um povo que, através dos séculos, luta para manter viva sua cultura, sabendo positivar situações adversas ligadas ao antigo contato, além de mudanças bruscas na paisagem, ecológica e social, que o poder colonial e, em seguida, o Estado brasileiro os reservou.
Em todas as terras Terena, hoje, o “setor” (como os próprios índios chamam e é sinônimo de "aldeia") é a unidade social mais inclusiva, dotado de autonomia política própria, ou seja, possui um "cacique" e um "conselho tribal" que responde pelas relações políticas de cada setor.
Maria Elisa Ladeira
Antropóloga. Centro de Trabalho Indigenista (CTI)
Gilberto Azanha
Antropólogo. Centro de Trabalho Indigenista (CTI) http://pib.socioambiental.org
XAVANTE
Os Xavante tornaram-se famosos no Brasil em fins da década de 1940, com a massiva campanha que o Estado Novo empreendeu para divulgar sua “Marcha para o Oeste”. A campanha promoveu a equipe do SPI (Serviço de Proteção aos Índios) por seu trabalho de “pacificação dos Xavante.” No entanto, o grupo local que foi “pacificado” pelo SPI em 1946 constituía apenas um dentre os diversos grupos xavante que habitavam o leste do Mato Grosso, região que o Estado brasileiro então procurava franquear à colonização e à expansão capitalista. Na versão Xavante, é importante notar, foram os “brancos” os “pacificados”. De meados da década de 1940 a meados da de 60, grupos xavante específicos estabeleceram relações pacíficas diversificadas com representantes da sociedade envolvente – representantes diferenciados entre si, incluindo equipes do SPI, missionários católicos e protestantes.
Os agentes do contato e as maneiras como este se deu influenciaram os grupos xavante de distintos modos. Crenças e práticas religiosas, bem como algumas instituições sociais e práticas cerimoniais foram afetadas, em especial entre aqueles que travaram contato com missionários, sejam eles católicos ou evangélicos. Apesar desses impactos, a Cultura Xavante continua a se manifestar com extrema vitalidade, sendo retransmitida de geração em geração através da língua e de inúmeros mecanismos sociais, cosmológicos e cerimoniais. Para além de algumas diferenças notadas pelos etnógrafos entre os diversos grupos locais xavante por conta das referidas experiências distintas de contato, a língua comum, os padrões de organização social e instituições, as práticas cerimoniais e a cosmologia definem os Xavante como uma totalidade social. Suas comunidades, contudo, são politicamente autônomas, ainda que às vezes se unam para atingir objetivos comuns.
Laura Graham
Antropóloga. Professora Associada ao Departamento de Antropologia da Universidade de Iowa (USA) http://pib.socioambiental.org
KALAPALO
A vida social nas aldeias Kalapalo – um dos quatro grupos de língua Karib que habita a região do Alto Xingu, englobada pela Terra Indígena do Xingu, varia de acordo com as estações do ano. Na estação seca, que se estende de maio a setembro, a comida é abundante e é tempo de realizar rituais públicos, que costumam contar com muita música e a participação de membros de outras aldeias. Na estação chuvosa, a comida torna-se escassa e a aldeia fecha-se nas relações entre as casas e os parentes. No contexto multiétnico do Parque Indígena do Xingu , os Kalapalo têm se destacado por uma participação ativa na vigilância de seus limites, evitando a invasão de fazendeiros vizinhos.
É central para a vida social um ideal de comportamento chamado ifutisu, que remete a um conjunto de argumentos éticos pelos quais os Kalapalo distinguem os povos do Alto Xingu de todos os outros seres humanos. Em um sentido mais geral, ifutisu pode ser definido como uma ausência de agressividade pública - por exemplo, ser habilidoso para falar em público e não provocar situações que causem desconforto aos outros – e pela prática da generosidade – como a hospitalidade e a predisposição para doar ou partilhar posses materiais. Os Kalapalo acreditam que a viabilidade da sociedade depende do cumprimento desse ideal.
Ellen Basso
Antropóloga, Universidade do Arizona (EUA) http://pib.socioambiental.org
sábado, 14 de novembro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
A OLIMPÍADA VERDE ESTÁ CHEGANDO!
Como parte das atividades do Comitê Intertribal - ITC, a mesma entidade que coordenou e organizou a Conferencia Mundial dos Povos Indigenas durante a RIO.92, será realizado entre os dias 31.10 e 07.11.2009, na cidade de Paragominas, Pará, o maior evento tradicional indigena das Américas: o X JOGOS DOS POVOS INDIGENAS.
Serão mais de 1.400 indigenas e 38 nações, celebrando uma verdadeira OLIMPÍADA VERDE com base no lema - O IMPORTANTE NÃO É GANHAR, SIM CELEBRAR.
Programado para ser aberta com uma cerimônia cultural e espiritual no por do sol do dia 31.10, durante uma semana os participantes estarão demonstrando seus jogos tradicionais, debatendo sustentabilidade e meio ambiente, a academia, o uso e acesso as novas tecnologias dentro de um Fórum Social Indígena.
Paragominas, conhecida pelo seu passado de conflitos por terra e que viveu a experiencia do desmatamento generalizado para dar lugar a monocultura agricola e o agronegócio, agora é uma cidade em busca da consciencia ecológica e por isso, os indigenas participantes estarão plantando mil mudas de arvores nativas como contrapartida e compromisso com o futuro melhor, num lugar previamente escolhido que será conhecido como o Bosque do Índio.
Você está convidado!
Serão mais de 1.400 indigenas e 38 nações, celebrando uma verdadeira OLIMPÍADA VERDE com base no lema - O IMPORTANTE NÃO É GANHAR, SIM CELEBRAR.
Programado para ser aberta com uma cerimônia cultural e espiritual no por do sol do dia 31.10, durante uma semana os participantes estarão demonstrando seus jogos tradicionais, debatendo sustentabilidade e meio ambiente, a academia, o uso e acesso as novas tecnologias dentro de um Fórum Social Indígena.
Paragominas, conhecida pelo seu passado de conflitos por terra e que viveu a experiencia do desmatamento generalizado para dar lugar a monocultura agricola e o agronegócio, agora é uma cidade em busca da consciencia ecológica e por isso, os indigenas participantes estarão plantando mil mudas de arvores nativas como contrapartida e compromisso com o futuro melhor, num lugar previamente escolhido que será conhecido como o Bosque do Índio.
Você está convidado!
sábado, 26 de setembro de 2009
UM HERÓI INDIO DO BRASIL
LEI Nº 12.032, DE 21 DE SETEMBRO DE 2009
Inscreve o nome de Sepé Tiaraju no Livro dos Heróis da Pátria.
O VICE – PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o Em comemoração aos 250 (duzentos e cinquenta) anos da morte de Sepé Tiaraju, será inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, que se encontra no Panteão da Liberdade e da Democracia, o nome de José Tiaraju, o Sepé Tiaraju, herói guarani missioneiro rio-grandense.
Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 21 de setembro de 2009; 188o da Independência e 121o da República.
JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA
João Luiz Silva Ferreira
DOU de 22.9.2009
Inscreve o nome de Sepé Tiaraju no Livro dos Heróis da Pátria.
O VICE – PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o Em comemoração aos 250 (duzentos e cinquenta) anos da morte de Sepé Tiaraju, será inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, que se encontra no Panteão da Liberdade e da Democracia, o nome de José Tiaraju, o Sepé Tiaraju, herói guarani missioneiro rio-grandense.
Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 21 de setembro de 2009; 188o da Independência e 121o da República.
JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA
João Luiz Silva Ferreira
DOU de 22.9.2009
domingo, 26 de abril de 2009
AFIRMAÇÃO INDIGENA BRASILEIRA
"Um povo que não tem cultura, não tem identidade.
Um povo sem espiritualidade, não conhece a natureza.
Um povo que não tem terra, morre!"
Um povo sem espiritualidade, não conhece a natureza.
Um povo que não tem terra, morre!"
Marcos Terena - Escritor Indígena
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
RIO.92 - A Declaração da Kari-Oca
Nós, Povos Indígenas das Américas, Ásia, África, Austrália, Europa e Pacífico, unidos em uma só voz na Aldeia Kari-Oca, expressamos a nossa gratidão coletiva aos povos indígenas do Brasil. Inspirados por este encontro histórico, celebramos a unidade espiritual dos povos indígenas com a Terra e nossos antepassados. Continuamos construindo e formulando nosso compromisso mútuo de salvar a nossa mãe Terra.
Nós, Povos Indígenas, apoiamos como nossa responsabilidade coletiva para que nossas mentes e nossas vozes continuem no futuro, a seguinte Declaração:
Nós, Povos Indígenas, caminhamos em direção ao futuro nas trilhas dos nossos antepassados. Do maior ao menor ser vivente, das quatro direções do ar, da água, da terra e das montanhas, o Criador colocou a nós, povos indígenas, em nossa terra, que é nossa mãe.
As pegadas de nossos antepassados estão permanentemente gravadas nas terras de nossos povos. Nós, Povos Indígenas, mantemos nossos direitos inerentes à autodeterminação. Sempre tivemos o direito de decidir as nossas próprias formas de governo, de usar nossas próprias leis, de criar e educar nossos filhos, direito a nossa própria identidade cultural sem interferências.
Continuamos mantendo nossos direitos inalienáveis à nossa terras e territórios, e a todos os nossos recursos do solo e do subsolo, e das nossas águas. Afirmamos nossa contínua responsabilidade de passar todos esses direitos às gerações futuras. Não podemos ser desalojados de nossas terras.
Nós, Povos Indígenas, estamos unidos pelo círculo da vida em nossas terras e nosso meio ambiente.
Nós, Povos Indígenas, caminhamos em direção ao futuro, nas trilhas dos nossos antepassados!
(Assinado na Aldeia Kari-Oca, Rio de Janeiro, Brasil, em 30 de maio de 1992)
Assinar:
Postagens (Atom)
Quando o vento espalha
Novamente a Mãe Terra sinaliza com sua mão invisível que vai reagir, castigar e disciplinar seus filhos. Como podemos nos comportar melhor em relação a ela?
Site Beleza
Filmes, Livros e Musicas
- Adivinhe quem vem para o Jantar - filme
- As Tres Marias - livro
- Barrabás - filme
- Brincando nos Campos do Senhor - livro
- Bíblia Sagrada - leitura diária
- Chalana - canto do pantaneiro
- Derzu Uzala - Filme
- India - canto fronteiriço
- O Circo - filme
- O Indio Aviador - Livro
- O Pequeno Grande Homem - filme
- Tarzan - filme
- Tristeza do Jeca - filme
- Um Dia de Cão - filme
Arquivo do blog
BEM VINDO!!!
"De repente ela entrou foi entrando pela porta e sorrateiramente quase instintivamente nos avisou: sou bem vinda? ??
Mesmo assim ficarei e juntos caminharemos!!!"
Marcos Terena
Mesmo assim ficarei e juntos caminharemos!!!"
Marcos Terena
CANTO DA PALAVRA INDÍGENA
QUEM SOU E ONDE ESTOU
- Marcos Terena
- Reserva Indigena de Taunay., Pantanal - Mato Grosso do Sul -, Brazil
- Escritor, Pensador e Comunicador Indígena. Sou filho da Nação Terena, povo original do Pantanal fronteira do Brasil com Paraguai e Bolivia. Atualmente no Planalto Central, vivendo no Cerrado de Brasília por onde passam tantas pessoas e tradições, sonhando fazer aqui a Embaixada da Cultura Indígena.
Pensamento Indígena
Os limites sempre foram construidos com amargura, decepção e alegria. Talvez eles tenham sido criados exatamente para promover esse tipo de sentimento e sensação. No caso indígena os limites foram impostos. Uma hora pelos setores religiosos, outra pela segurança nacional e outra em nome da liberdade. No entanto, o pensamento ancestral nos mostra que acima de tudo, os limites começam a valer quando o outro nos aponta seus direitos de também se limitar em respeito a sua forma de viver com dignidade e respeito mutuo.
